sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Espiritualidade(s)

O dia a dia em Moçambique é marcado aqui e ali por sinais da presença de outras realidades que se alheiam à razão e aos parâmetros que marcam o nosso conceito do civilizado.
A presença dos antepassados, a procura de conseguir vantagens competitivas, amorosas, ou de saúde com um empurrão do além vive-se também nas mais modernas e ocidentalizadas empresas. Muitos vivem com o pavor de encontrar uma “almofadinha” na gaveta da secretária, ou com um punhado de sal à mão para afastar qualquer presença mais forte.

Quem em casa não queima um pouco de incenso quando se sente um pouco mais agitado? Qual a família que não vive com uma herança, em geral maldição, de um antepassado invejoso ou amargurado? Qual o político que se preze que não faça um “banho” ou um “bafo” antes de uma campanha?

Certo que muita coisa se explica com a predisposição do “alvo” para encontrar razões no sobrenatural, mas ficam sempre situações em áreas cinzentas que desafiam a convicção do maior céptico.

Sem julgamentos relato o último caso que me chegou ao conhecimento, sendo de alguém muito próximo merece o meu respeito e a minha solidariedade.

Um amigo desabafou comigo do desespero que tem vivido nos últimos dias, um dos seus familiares depois de muita luta conseguiu um emprego e preparava-se para iniciar a sua nova actividade, acontece que por algum processo inexplicável ficou imobilizado e sem conseguir sair de casa.

Mais tarde foi encontrada a explicação que a pessoa encarna com frequência um conjunto de antepassados, actos que tem atormentado desde criança, e que um dos grupos dos habitantes do seu espirito se rebelara contra o facto de não ter sido feito um pedido formal para que a pessoa pudesse aceitar este emprego.

Foram feitas as cerimónias recomendadas e apaziguados os espíritos revoltosos e finalmente a pessoa pode iniciar com a sua vida profissional.

Para se perceber o alcance destes fenómenos na sociedade, este meu amigo terá em desespero confessado a situação aos recursos humanos da empresa em causa, e, teve desta área a maior compreensão para o assunto, não se tratava de um caso isolado e foi tratado de acordo com a importância que teve.

Deixo à vossa reflexão o que se terá passado e o que significam estes casos, eu, vou vivendo de acordo com um ditado muito antigo que diz: “Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”.

Um beijo para o vazio ...

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