Na última sexta e no sábado recebi no meu telemóvel 3 mensagens que fazem de certeza parte de uma campanha de “contra-informação” do governo.
As mensagens:
“Caros, Nada melhor do que a calma e tranquilidade publica para avançarmos e realizarmos as nossas actividades. Viva a paz e tranquilidade. Passe a palavra.” Às 14:10 do dia 03-09 do número 820655644
“Tudo que o pais precisa eh licao de civismo e espírito patriótico. Não queremos greve. Queremos trabalhar e levar o pão as nossas famílias. Passa a palavra.” Às 14:10 do dia 03-09 do número 820655646
“Moçambique siga em frente. Forcas contrarias ao trabalho e progresso não empidirao nunca que continuemos firmes rumo ao desenvolvimento. Passe a palavra.” Às 22:26 do dia 03-09 do número 82065564
“Moçambique, Mambas sigam em frente. Vamos chutar para fora a violência e o vandalismo. Precisamos de união para vencer este jogo” Às 18:50 do dia 04-09 do número 82488676
As mensagens foram enviadas por números que não faziam parte dos meus contactos, números diferentes, mas muito parecidos, que variavam apenas na terminação, mais estranho é que alguns dos números usados eram incompletos uma vez que tinham um dígito a menos.
A própria formatação da mensagem é muito semelhante e o conteúdo a apelar à calma e ao trabalho.
Já sabemos que a posição oficial é que os moçambicanos são preguiçosos e sem iniciativa e por isso é que são pobres, mas não é disso que quero falar aqui.
Este método de operar remete-me para as campanhas usadas na segunda guerra mundial, onde aviões espalhavam panfletos sobre as zonas inimigas passando as suas mensagens e a sua ideologia, na tentativa de recolher simpatias. Tácticas semelhantes foram usadas largamente na guerra do Iraque.
Aqui não é muito diferente, nós somos o inimigo do governo, ele procura furar as trincheiras com mensagens, mas aqui de uma forma simulada fazendo-se se passar por cidadão, inventando a existência de uma corrente de cidadãos que se opõe à greve.
Mais grave é que de novo o governo não olha a meios para invadir o espaço privado de todos nós. Eu não dei a minha permissão para que o meu número de celular, provado, fosse usado para este fim e gostava de ver perguntas respondidas nesse sentido.
Há uma óbvia conivência da minha operadora nesta situação, a operadora (mCel) é uma empresa pública mas será que isso lhe dá alguma legitimidade para fazer o trabalho sujo do governo? Se é esta a postura da operadora, parece-me que esteja na hora de mudar.
Num país com uma democracia mais madura toda estas “borradas” do governo e dos seus tentáculos não sairiam impunes, haveria consequências políticas e cabeças haveriam de rolar.
Um beijo para o vazio …

Bem, agora nao podemos mandar sms's ....
ResponderEliminarhehehehe... deve ser para nao podermos convocar manifs...